domingo, 17 de janeiro de 2016

Lembranças...

     Ando pelo causadão toda tarde às 16hs, o maior motivo é ficar em forma. Mas não fisicamente. Preciso espairecer. Pensar. Refletir. Respirar? A cada passo é uma pauta, onde eu fico matutando, tentando achar uma luz lá no fim. É como se eu tivesse num estúdio de fotos, onde as paredes fossem pretas e não tivesse nada além delas. Nem luz.

     Ah! Ele tem rosto quadrado. Ele tem um sorriso encantador. Ele é branco como uma vela. Ele tem olhos que me deixa paralisado. Ele é meu ex amor. Meu?

     O que teria acontecido se ele não tivesse me dado um pé na bunda? Mas não, na verdade ele nunca me deu um pé na bunda. Sorte minha (ou azar) ele era sincero. Sempre foi verdadeiro. Eu alimentei um amor que nunca existiu. Por muito tempo. Hoje eu agradeço por ter sofrido tanto. Agradeço tanto por tudo que ele já me falou. E por tudo que ele fez.

    Um homem. Ele todo tempo foi homem para ser verdadeiro comigo, nunca alimentou nada em mim, a não ser as vezes que fizemos amor. Me sentia tão... FODA! Porra, era incrível. Intenso. Magnífico. "Sou seu professor, J..." - quando ele falava isso eu... me sentia realizado. Estava tendo o melhor professor que uma pessoa pode ter.

    Olhávamos um para o outro na manhã ainda bem cedo daquele domingo, dentro do banheiro. Uma vontade me consumia por dentro, não conseguia me conter. Nem ele. Ele logo me intimidava com aquela voz. Me arrepiava. Estávamos nus, e eu com muita timidez me contorcia todo para cobrir minhas partes íntimas. Mas quando sentia seu corpo colado no meu logo me entregava. Foi assim que tudo aconteceu... É nisso que penso quando vou caminhar no fim da tarde. Será que nós poderíamos ter dado certo? Vai saber...

     Eu não o amo mais. Que bom, porque passei por tempos difíceis por ele. Mas não sei se posso dizer que não sinto mais nada em especial pelo mesmo. Eu nem gostava de ler, daí quando resolvo tentar, me vejo lendo uma história que... PUTA QUE PARIU!... sou eu e ele. Ou apenas eu. Tudo que eu sentia. Meus tremores quando ele falava meu nome. Todas as vezes que chorei porque não aguentava mais saber que ele só ficava mais distante de mim. Durou longos 3 anos. Pareceu 10.

    É, eu sei que prometi nunca mais escrever para ele aqui, mas deu vontade. Lembranças... foi tudo que restou. Eu sofri. Mas também sorri muito, não posso simplesmente enterrar tudo. Foi intenso. É a minha história, faz parte dela.

   Errei muito. Acertei algumas vezes. Eu não tinha ninguém. Eu sempre fui... o que não tem conhecimento de mundo?... talvez estejam certo. 

Um comentário:

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